Retorno financeiro de IA é zero, diz Apollo
Economista da Apollo afirma que o retorno financeiro de IA é zero fora do big tech. Veja o que muda para sua empresa e como reverter o cenário com governança.
Você liberou o uso de IA na sua empresa, comprou licenças e comunicou a equipe. Seis meses depois, o financeiro pergunta: onde está o ganho? Segundo o techcrunch.com, o economista-chefe da Apollo Global Management, Torsten Slok, publicou uma nota recente mostrando que a inteligência artificial entregou retorno financeiro zero para a maioria das empresas corporativas americanas fora do setor de tecnologia.
O retorno financeiro de IA ainda parece distante para a maioria das empresas porque a tecnologia isolada não resolve problemas de gestão, cultura e processos. Para sair do zero, sua empresa precisa de governança clara, casos de uso cirúrgicos e mentoria contínua, conectando a ferramenta ao resultado real do negócio.
O que a Apollo anunciou sobre o retorno financeiro de IA?
A Apollo analisou as empresas do S&P 500 excluindo as gigantes de tecnologia e constatou que suas margens de lucro e receita por trabalhador permanecem planas. Slok observou que não há evidência de que a IA esteja melhorando a produtividade. Em suas palavras, apesar dos investimentos maciços e da propaganda intensa, a tecnologia entregou retorno financeiro zero para a América corporativa fora do setor de tecnologia.
Por que a inteligência artificial não gera lucro na maioria das empresas?
Slok demonstra ceticismo sobre a capacidade das empresas de transformar inteligência barata em crescimento de receita e margens de lucro maiores. Para ele, a IA é uma excelente calculadora, mas nos negócios a inteligência é julgamento. A tecnologia não compreende responsabilidade, confiança, cultura, regras não escritas, compensações éticas ou justiça. São esses elementos que moldam o risco reputacional e impulsionam o crescimento da receita e as margens de lucro.
O que isso muda para as empresas brasileiras?
A análise de Slok espelha o que vemos na prática em empresas brasileiras de indústria, logística, saúde e varejo. Distribuir acessos a um chatbot sem alinhar o uso aos processos críticos gera atividade extra, sem impacto no EBITDA. O uso da IA em empresas brasileiras avança, mas a integração emperra justamente por falta de governança e clareza sobre onde a ferramenta atua como geradora de receita ou redutora de custo real.
A afirmação de que inteligência nos negócios é julgamento acerta em cheio. Um agente de IA que automatiza a conferência de notas fiscais exige regras claras sobre exceções, alçadas de aprovação e tratamento de erros. Sem isso, o time não confia na saída do modelo e refaz o trabalho manualmente, zerando qualquer ganho de produtividade. A governança de IA nas empresas existe para criar essa estrutura de responsabilidade e confiança que Slok aponta como ausente.
Como sua empresa pode obter retorno financeiro de IA?
Sair do zero exige abandonar a ideia de que a IA se paga sozinha e adotar um método disciplinado de implantação. O caminho inclui diagnóstico, governança, execução orientada e medição.
- Diagnóstico de oportunidades: mapeie processos onde a IA substitui trabalho manual repetitivo com alto volume e custo mensurável, como triagem de e-mails de suporte ou conciliação financeira.
- Comitê e política de IA: defina quem aprova cada caso de uso, quais dados a IA pode acessar e como sua empresa trata vieses e riscos reputacionais.
- Embaixadores de IA: escolha pessoas nos departamentos-alvo para testar, validar e disseminar o uso correto, garantindo que a ferramenta resolve um problema real do dia a dia.
- Implantação com mentoria semanal: acompanhe o uso real, ajuste os prompts e corrija as falhas a cada ciclo, evitando que o projeto estacione após a primeira semana de novidade.
- Book de lições aprendidas: documente o que funcionou, o que falhou e o ganho financeiro obtido em cada processo, criando base sólida para escalar o uso.
Esse é o núcleo do método AI Thinking, que usamos para garantir que cada implantação tenha dono, métrica e acompanhamento. Quando uma indústria de mineração implanta um agente de IA para monitorar relatórios de segurança, o objetivo é reduzir o tempo de apuração em horas e evitar multas. O resultado financeiro aparece porque o problema de negócio estava bem definido antes da escolha da ferramenta.
Quais os próximos passos para gestores?
Se sua empresa já usa IA mas não vê resultado no financeiro, o diagnóstico é claro: falta integração com o processo de trabalho e governança. Pare de comprar licenças genéricas e concentre esforços em um ou dois casos de uso de alto impacto. Faça o diagnóstico das oportunidades, defina a política de uso e implante com mentoria. Para entender como estruturar isso na prática, converse com a equipe da Carper e acelere seu caminho para o retorno real.
Fontes
Perguntas frequentes
A IA realmente não dá lucro para empresas normais?
Segundo o economista da Apollo, o retorno financeiro de IA é zero para a maioria das empresas fora do big tech porque falta integração com processos reais e governança estruturada.
O que impede a IA de melhorar a produtividade na empresa?
A IA não compreende regras não escritas, cultura e responsabilidade. Sem governança que defina limites e validações, o time não confia no resultado e refaz o trabalho manualmente.
Como medir o retorno financeiro de IA na prática?
Escolha um processo com custo mensurável, meça o tempo e dinheiro gastos antes e depois da implantação da IA e valide se o ganho de produtividade se reflete em menos horas ou custos menores.
O que é o método AI Thinking da Carper?
É um método de implantação que usa diagnóstico de oportunidades, comitê e política de IA, embaixadores e mentoria semanal para garantir que a IA gere resultado financeiro real para a empresa.
Minha empresa deve parar de investir em IA por causa desse estudo?
Não, mas deve mudar a abordagem. Em vez de comprar licenças soltas, concentre-se em casos de uso específicos com governança, acompanhamento contínuo e métricas de negócio claras.
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